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Submissões Recentes
Logística Reversa de medicamentos no setor farmacêutico no Brasil
(2026-02-26) Matheus Bruno Lima Gomes da Silva; Juliana Soares de Faria Neto
O Brasil produz cerca de 10 mil toneladas de medicamentos e embalagens por ano. A utilização da logística reversa de medicamentos visa a destinação correta dos resíduos para evitar a contaminação do meio ambiente além do uso como reutilização da matéria prima. O objetivo do trabalho é identificar sistemas de logística reversa de medicamentos implementadas no Brasil e relatar os principais benefícios observados e dificuldades encontradas. Foi realizada uma pesquisa na literatura nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e WorldCat (OCLC), nos últimos 10 anos, na língua portuguesa. Foram encontrados 9 artigos que atendiam os critérios de inclusão. Os programas de recolhimento de resíduos de medicamentos são considerados a melhor prática para o gerenciamento de resíduos, juntamente com campanhas de conscientização da população, muito comum em países europeus.
Perfil dos medicamentos vencidos em domicílio
(2026-02-26) Thábatta Gomes Barreto; Virginia Freitas Rodrigues
Medicamentos vencidos em domicílios, além de representarem um risco à saúde do consumidor, representam, também, um problema ambiental quando descartados erroneamente. Nesse sentido, o presente trabalho visou identificar a ocorrência de medicamentos vencidos nas “farmacinhas caseiras”, em domicílios do município de Campos dos Goytacazes, o perfil dos produtos vencidos e os fatores envolvidos nessa prática. A pesquisa do tipo observacional transversal, a partir de entrevistas com 100 indivíduos, focou em domicílios com "farmacinhas caseiras", identificando medicamentos vencidos e padrões de armazenamento utilizados. Verificou-se que todos os respondentes tinham medicamentos armazenados em casa e que 19% possuíam medicamentos vencidos, principalmente genéricos e medicamentos de venda sem prescrição. A maioria dos medicamentos são armazenados em locais úmidos, o que pode comprometer sua eficácia, e, 90% dos medicamentos vencidos é descartado em local inapropriado. A falta de informação e práticas regulamentares eficazes contribuem para o acúmulo de medicamentos vencidos nas residências, gerando desperdício econômico, além de riscos ambientais e à saúde. Recomenda-se políticas públicas integradas a ações de educação em saúde com ênfase no uso seguro de medicamentos e descarte adequado.
A prática da automedicação por trabalhadores offshore
(2025-10-10) Marcelle Barbosa Viana; Jaise Silva Ferreira
A automedicação, definida como o uso de medicamentos sem orientação profissional, é um desafio global, intensificado em ambientes estressantes como plataformas offshore, podendo levar a efeitos adversos. Este estudo observacional transversal buscou avaliar a prevalência de automedicação, classes de medicamentos utilizadas e motivações para essa prática por trabalhadores offshore. A pesquisa envolveu 25 participantes, com dados coletados via Google Forms®, no período de maio a junho de 2025, abordando o perfil sociodemográfico e epidemiológico, automedicação, fontes de informação e efeitos adversos. A maioria dos participantes são homens (96,0%), com idades entre 21 e 48 anos e ensino médio completo (76,0%). A automedicação foi relatada por 76,0% dos participantes da pesquisa. Em relação à frequência, 64,0% dos respondentes afirmaram que recorrem à automedicação apenas 'raramente'. Analgésicos e anti-inflamatórios foram as classes mais consumidas. O alívio rápido dos sintomas (60,0%) foi o principal motivo e o conhecimento próprio (48,0%), o principal critério de escolha. Profissionais de saúde (72,0%) foram a fonte de informação mais utilizada. Hábitos de automedicação também foram observados em participantes com doenças crônicas ou em uso contínuo de medicamentos, com poucos relatos de sintomas adversos. Conclui-se que a automedicação é prevalente em trabalhadores offshore motivada pela busca por alívio imediato, considerando o conhecimento prévio que possuem. Os resultados destacam a necessidade de programas de conscientização sobre o uso responsável de medicamentos e a promoção da saúde física e mental no ambiente offshore.
Alterações nas formas farmacêuticas para administração de medicamentos em pacientes com atendimento domiciliar
(2025-10-01) Carolina Oliveira de Souza; Jaíse Silva Ferreira
O atendimento domiciliar promove um serviço de assistência domiciliar ao paciente, buscando proporcionar uma melhoria da saúde, prevenção ou o tratamento de doenças, otimizando os leitos hospitalares, reduzindo custos e diminuindo riscos referentes à internação hospitalar. Alguns problemas de saúde, no entanto, dificultam a administração de medicamentos ao paciente, o que pode levar o responsável pelo indivíduo a realizar alterações no medicamento para facilitar a administração do fármaco. O presente trabalho teve como objetivo identificar os principais motivos e como são realizadas as alterações da forma farmacêutica na administração de medicamentos por indivíduos que realizam atendimento domiciliar. A pesquisa é do tipo observacional transversal a partir de entrevistas realizadas com 170 responsáveis por pacientes que realizam atendimento domiciliar. A coleta de dados ocorreu em uma drogaria de médio porte, localizada no município de Campos dos Goytacazes, RJ. Os clientes da drogaria foram abordados e aqueles que se enquadravam nos critérios de inclusão e aceitaram participar da pesquisa foram entrevistados. Dentre os participantes, 62% são do sexo feminino, 40% são familiares do paciente, 30% cuidadores, 15,3% técnicos de enfermagem e 14,7% enfermeiros. Quando questionados, 88% afirmaram ter dificuldades na administração de medicamentos, principalmente os sólidos (67,6%). A dificuldade na deglutição se dá devido ao tamanho do comprimido ou a grande quantidade de medicamentos, levando a abertura de cápsulas (29%) e trituração de comprimidos (26%). O farmacêutico é o profissional habilitado que está em contato direto com o paciente ou seu responsável, sendo fundamental estar sempre atento a auxiliar e informar sobre os riscos da mudança da forma farmacêutica, podendo sugerir alterações do medicamento por um equivalente com a forma farmacêutica adequada.
Produtos naturais comercializados em farmácia de manipulação: Indicações, interações e efeitos adversos
(2025-10-09) Maysa Barbosa Póvoa; Maycon Bruno de Almeida
Produtos naturais são amplamente utilizados pela população, mas eles podem causar efeitos adversos e interações medicamentosas, especialmente quando usados sem supervisão. Este estudo teve como objetivo descrever os produtos naturais comercializados em uma farmácia de manipulação, focando em suas indicações, interações e reações adversas conforme a literatura científica. A pesquisa, de caráter observacional transversal retrospectiva, analisou registros de dispensação em dois períodos: verão (dez/2024 a jan/2025) e final do outono e parte do inverno (jun a jul/2024). Foram identificados os dez produtos naturais mais dispensados no verão e comparadas suas dispensações no outono e inverno. Dos 83 produtos naturais disponíveis na farmácia, 5 não foram dispensados no primeiro período. Não houve variação significativa entre os períodos. Os mais dispensados foram derivados de Pinus pinaster e Dimorphandra mollis. As principais indicações são efeitos antioxidante, anti-inflamatório, cardioprotetor e neuroprotetor. Sete deles podem interagir com outros medicamentos, e seus efeitos adversos variam de cefaleia a toxicidade renal. O estudo reforça a necessidade de orientação farmacêutica para garantir o uso seguro e eficaz.
