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Submissões Recentes

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Cuidar & Amar
(2025-08-27) Nélio Artiles Freitas
Muitos médicos, além de se dedicarem à saúde da população, se destacam também nas relações interculturais, como na literatura. Engana-se, contudo, quem pensa que escrevem apenas sobre assuntos relacionados à medicina e à ciência. O talento com as palavras os leva a se aventurar em uma variedade de gêneros textuais. Foi assim com os brasileiros Bezerra de Menezes, Joaquim Manuel de Macedo, Guimarães Rosa, Moacyr Scliar, Drauzio Varella, José de Jesus Camargo, os campistas Alberto de Souza Rocha, Ignácio de Moura e César Ronald, o mineiro Renato Moretto e o fidelense Antônio Roberto Fernandes, estes dois últimos quase “campistas”. Só para citar alguns nomes. Assim, também, se apresenta o Dr. Nélio Artiles Freitas, médico humanista e artista de rara sensibilidade e talento. Como escritor, ao longo de muitos anos, publicou no jornal A Folha da Manhã, um receituário de crônicas da vida e para a vida. A cada semana divulgava textos recheados de pílulas, contendo fórmulas acolhedoras, confortadoras e estimuladoras, baseadas em uma anamnese do ser humano como um todo, através da observação e da ausculta de suas aflições e alegrias. No universo de medicamentos receitados, ele incluiu o amor ao próximo, a fruição artística, o senso de humanidade, a consciência e a reflexão, o companheirismo e a espiritualidade. Tudo imerso em temas como educação, saúde, música, política, amor, memória e família. Essas indicações formam uma química perfeita para a melhoria da qualidade de vida de seus leitores. Meraldo Zisman, psicoterapeuta, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e da Academia Brasileira de Escritores Médicos e autor do livro “Medicina & Literatura”, citou que medicina e literatura são parceiras e antropocêntricas. Ambas lutam por um mesmo ideal, embora aparentemente estejam em campos diversos, se completam e se entrecruzam a todo momento. Chegam a ser, em certo sentido, irmãs gêmeas, àsvezes até siamesas, na estética extra científica da vida. Engana-se, também, quem acha que Dr. Nélio Artiles se completa apenas com a arte da medicina e da literatura. Ele busca igualmente na música, seja instrumental ou cantada, um viés de sopro de vida em harmonia. Se na medicina utiliza instrumentos próprios de sua área de atuação, na música convive com as sonoridades do violão, ukulelê, flauta e gaita. Um multi-instrumentista que ainda canta — e canta bem. Quem já o ouviu pode confirmar essa afirmação. Mas é o seu texto que foi resgatado nesta obra, ressuscitado das páginas amareladas dos velhos jornais impressos e reeditados para que sejam indicados como medicamentos para todos aqueles que têm sede de viver. Pois ler é como respirar: essencial para que não nos tornemos meramente seres insensíveis, robóticos ou animais irracionais. Leia bem! Viva bem!
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Vidas Presentes
(2026-08-27) Edilbert Pellegrini Nahn Junior; Wilson Heidenfelder
Quando fui convidado a coordenar a edição do livro Vidas Presentes, foi inevitável lembrar de outra obra literária, lançada em 2020 pelo escritor campista Adriano Moura. Os Invisíveis (Editora Patuá) também aborda a invisibilidade de pessoas em situação de vulnerabilidade, por meio de contos inspirados na vida daqueles que experimentam a marginalidade das ruas, a miséria e o abandono afetivo. A literatura brasileira, em diferentes épocas, já deu voz a sujeitos frequentemente esquecidos pela sociedade, revelando a fome, a pobreza, o preconceito, o abandono e outras formas de exclusão. Obras marcantes como Vidas Secas (1938), de Graciliano Ramos; Clara dos Anjos (1948), de Lima Barreto; Quarto de Despejo (1960), de Carolina Maria de Jesus; e A Hora da Estrela (1977), de Clarice Lispector, expuseram, cada uma à sua maneira, vidas atravessadas pela vulnerabilidade, produzindo forte impacto social e humano. Vidas Presentes, entretanto, nasce de uma experiência distinta. Os textos aqui reunidos não foram escritos por mestres consagrados da literatura brasileira, nem têm a pretensão de assim se apresentar. São produções de estudantes de Medicina que, a partir da escuta e do encontro com pessoas em situação de rua, transformaram em linguagem literária suas impressões, inquietações e sensibilidades diante dos relatos de vida que lhes foram confiados. Mais do que falar sobre essas pessoas, os estudantes foram convidados a escutá-las e, a partir dessa experiência, refletir sobre histórias que muitas vezes permanecem à margem do olhar social. Nesse sentido, a força desta obra talvez esteja justamente no encontro entre universos que, à primeira vista, parecem distantes: a formação médica e a literatura. Ao colocar no papel aquilo que ouviram, perceberam e sentiram, esses futuros profissionais de saúde exercitam um olhar que ultrapassa sintomas, diagnósticos e doenças para reconhecer, antes de tudo, a pessoa, sua história, seus afetos, suas perdas e sua dignidade. Em Vidas Presentes, escrever torna-se tambémuma forma de escutar — e de tornar presente quem tantas vezes é tratado como invisível.
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Logística Reversa de medicamentos no setor farmacêutico no Brasil
(2026-02-26) Matheus Bruno Lima Gomes da Silva; Juliana Soares de Faria Neto
O Brasil produz cerca de 10 mil toneladas de medicamentos e embalagens por ano. A utilização da logística reversa de medicamentos visa a destinação correta dos resíduos para evitar a contaminação do meio ambiente além do uso como reutilização da matéria prima. O objetivo do trabalho é identificar sistemas de logística reversa de medicamentos implementadas no Brasil e relatar os principais benefícios observados e dificuldades encontradas. Foi realizada uma pesquisa na literatura nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e WorldCat (OCLC), nos últimos 10 anos, na língua portuguesa. Foram encontrados 9 artigos que atendiam os critérios de inclusão. Os programas de recolhimento de resíduos de medicamentos são considerados a melhor prática para o gerenciamento de resíduos, juntamente com campanhas de conscientização da população, muito comum em países europeus.
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Perfil dos medicamentos vencidos em domicílio
(2026-02-26) Thábatta Gomes Barreto; Virginia Freitas Rodrigues
Medicamentos vencidos em domicílios, além de representarem um risco à saúde do consumidor, representam, também, um problema ambiental quando descartados erroneamente. Nesse sentido, o presente trabalho visou identificar a ocorrência de medicamentos vencidos nas “farmacinhas caseiras”, em domicílios do município de Campos dos Goytacazes, o perfil dos produtos vencidos e os fatores envolvidos nessa prática. A pesquisa do tipo observacional transversal, a partir de entrevistas com 100 indivíduos, focou em domicílios com "farmacinhas caseiras", identificando medicamentos vencidos e padrões de armazenamento utilizados. Verificou-se que todos os respondentes tinham medicamentos armazenados em casa e que 19% possuíam medicamentos vencidos, principalmente genéricos e medicamentos de venda sem prescrição. A maioria dos medicamentos são armazenados em locais úmidos, o que pode comprometer sua eficácia, e, 90% dos medicamentos vencidos é descartado em local inapropriado. A falta de informação e práticas regulamentares eficazes contribuem para o acúmulo de medicamentos vencidos nas residências, gerando desperdício econômico, além de riscos ambientais e à saúde. Recomenda-se políticas públicas integradas a ações de educação em saúde com ênfase no uso seguro de medicamentos e descarte adequado.
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A prática da automedicação por trabalhadores offshore
(2025-10-10) Marcelle Barbosa Viana; Jaise Silva Ferreira
A automedicação, definida como o uso de medicamentos sem orientação profissional, é um desafio global, intensificado em ambientes estressantes como plataformas offshore, podendo levar a efeitos adversos. Este estudo observacional transversal buscou avaliar a prevalência de automedicação, classes de medicamentos utilizadas e motivações para essa prática por trabalhadores offshore. A pesquisa envolveu 25 participantes, com dados coletados via Google Forms®, no período de maio a junho de 2025, abordando o perfil sociodemográfico e epidemiológico, automedicação, fontes de informação e efeitos adversos. A maioria dos participantes são homens (96,0%), com idades entre 21 e 48 anos e ensino médio completo (76,0%). A automedicação foi relatada por 76,0% dos participantes da pesquisa. Em relação à frequência, 64,0% dos respondentes afirmaram que recorrem à automedicação apenas 'raramente'. Analgésicos e anti-inflamatórios foram as classes mais consumidas. O alívio rápido dos sintomas (60,0%) foi o principal motivo e o conhecimento próprio (48,0%), o principal critério de escolha. Profissionais de saúde (72,0%) foram a fonte de informação mais utilizada. Hábitos de automedicação também foram observados em participantes com doenças crônicas ou em uso contínuo de medicamentos, com poucos relatos de sintomas adversos. Conclui-se que a automedicação é prevalente em trabalhadores offshore motivada pela busca por alívio imediato, considerando o conhecimento prévio que possuem. Os resultados destacam a necessidade de programas de conscientização sobre o uso responsável de medicamentos e a promoção da saúde física e mental no ambiente offshore.